| Felipe Lima é o único cadeirante a participar das corridas de rua de JF |
A prática de esportes é fundamental para a saúde. Além dos benefícios
para o corpo, o esporte contribui para a socialização e integração. O estudante
de Educação Física Felipe Lima, 21 anos, pratica esporte desde os seis anos de
idade. Com o incentivo da família, Felipe que é portador de deficiência física,
ainda na infância começou a jogar basquete, mas logo se identificou com outro
esporte, a corrida. “Todos os anos, desde a infância, eu assistia a corrida de
São Silvestre e a Meia Maratona do Rio de Janeiro pela televisão. Quando eu
completei 9 anos de idade, participei pela primeira vez de uma corrida de rua.
Na ocasião eu corri apenas um quilômetro, gostei e nunca mais parei.”
Felipe Lima se tornou um atleta. Atualmente, ele é o único atleta
cadeirante que participa das corridas rústicas de Juiz de Fora. “Infelizmente,
não tem outros atletas cadeirantes para disputar as corridas comigo. Ainda
existe resistência da maioria dos portadores de deficiência em praticar
esportes. Em Juiz de Fora são cerca de 120 mil deficientes, mas muitos são
desmotivados e nem saem de casa”, lamenta.
Para os portadores de deficiência, o esporte também significa
superação de limitações. O estudante Bruno Fernando Luiz, 27 anos, considera a
prática esportiva um incentivo para o convívio social. Bruno que é portador de
deficiência visual encontrou no futebol de 5, uma espécie de futsal adaptado,
incentivo para se exercitar. Há três anos o atleta se dedica ao seu esporte
preferido, o futebol e acredita que a pratica traz vários benefícios para sua
vida. “O esporte é fundamental para a minha vida. O ambiente me proporciona
conviver com pessoas que possuem as mesmas limitações e os mesmos objetivos,
isso nos fortalece e mostra que somos capazes de superar obstáculos.”
| O técnico Leo Lima (de uniforme preto) e a equipe Visão no Esporte (Foto Arquivo Pessoal) |
Bruno faz parte do projeto Visão no Esporte iniciativa
desenvolvida pela Prefeitura de Juiz de Fora por meio da Subsecretaria de
Esporte e Lazer em parceria com a Associação dos Cegos. O projeto inclui
atletismo, futebol de 5 e goalball e
reúne cerca de 31 portadores de
deficiência visual. Veja o vídeo com uma partida de futebol de 5.
Para o técnico de atletismo e futebol do projeto Visão no Esporte, Leo
Lima, o convívio entre os atletas contribui para o aumento da autoestima, além
dos benefícios que a prática esportiva traz para a saúde. Ele ressalta que a maioria dos atletas está
no projeto desde a sua criação, em 2007. No entanto, ele ressalta que existem
vagas para novos integrantes. “Um dos nossos objetivos é aumentar o número de
atletas e também renovar o quadro de participantes.
Em Juiz de Fora, além do Visão no Esporte, a Prefeitura desenvolve
outros dois projetos voltados para portadores de deficiência, o Programa de Atividades Esportivas Adaptadas e o Superação Aquática.
Impasses e dificuldades
O corredor Felipe Lima também cita a falta de recursos financeiros
como um obstáculo na hora de participar de uma competição. “Nem sempre temos a
estrutura ideal para treinar e competir. Eu, por exemplo, corro com a minha
cadeira de roda que utilizo no meu dia a dia. O ideal seria competir com uma
cadeira adaptada, própria para corrida, mas o equipamento é caro e eu não tenho
condições de adquiri-la.”
Impasses e dificuldades
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| Equipe Visão no Esporte durante os Jogos de Minas (Foto: Arquivo Pessoal) |
Muitos deficientes ainda enfrentam dificuldades na hora de praticar
esporte. Os obstáculos, porém, nem sempre são as limitações físicas ou
mentais. De acordo com o técnico de
atletismo e futebol do projeto Visão no Esporte, Leo Lima é preciso criar mais
ações e projetos para atender a este público. “O ideal é criar projetos
regulares que atendam os deficientes durante todo o ano. Além disso, é preciso
ampliar as modalidades que atendam a pessoas portadoras de todos os tipos de
necessidades especiais.”
Para os atletas especiais, o maior impasse é a falta de recursos financeiros. O jogador de futebol de 5, Bruno Fernando Luiz considera que ainda é preciso melhorar muita coisa. “Contamos com a boa vontade de muitas pessoas e instituições, mas ainda faltam infaestrutura, investimento financeiro e até patrocínio para os atletas competirem em nível estadual e nacional”, ressalta.
Para os atletas especiais, o maior impasse é a falta de recursos financeiros. O jogador de futebol de 5, Bruno Fernando Luiz considera que ainda é preciso melhorar muita coisa. “Contamos com a boa vontade de muitas pessoas e instituições, mas ainda faltam infaestrutura, investimento financeiro e até patrocínio para os atletas competirem em nível estadual e nacional”, ressalta.
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| Felipe Lima durante competição (Foto: Arquivo Pessoal) |
Apesar das dificuldades, o atleta comemora os bons resultados. Na
etapa regional dos Jogos de Minas 2012,
que aconteceu em setembro na UFJF, Felipe Lima conquistou três medalhas: Ouro
nos 400 metros, prata nos 100 metros e bronze no revezamento 4 por 100 metros.


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