OPINIÃO - Por Messias Matheus
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| (Foto: reprodução blog Eliel Bezerra) |
Grilos, formigas, larvas, gafanhotos, entre outros insetos poderão fazer parte das refeições de mais pessoas no mundo, segundo informações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A prática comum em alguns países da Ásia e África foi considerada saudável, rentável financeiramente, além de ser ecologicamente correta. Ainda segundo informações da FAO, divulgadas na semana passada, dia 13, quase dois bilhões de pessoas no mundo já se alimentam de insetos.
Apesar da aparência não ser tão atraente, a FAO afirma que os insetos são ricos em proteínas, cálcio, ferro, entre outras substâncias necessárias para a nutrição humana; e podem ser uma opção de alimento no combate à fome e à desnutrição - problema que afeta milhares de pessoas no mundo.
Se a moda pegar, os insetos vão ganhar espaço na mesa de muitas pessoas. Confesso que não vejo com bons olhos esta proposta. Acredito que a maioria das pessoas comem insetos para sobreviverem e não por opção, salva as exceções...
Minha preocupação é que ao invés de oferecer alimentos, os governos de países e populações com alto índice de miséria e desnutrição passem a distribuir insetos para essas pessoas. Acho que seria uma medida desigual com os mais carentes, pois enquanto uns comem carnes, massas, doces, frutas, verduras e legumes, outros comem insetos!? Não consigo visualizar esta situação.
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| (Foto: Reprodução blog Liberdade!Liberdade!) |
Enquanto comer um churrasquinho de escorpião ou um taco de larvas for apenas uma atração exótica de um turista ocidental em viagem à China ou outro país, tudo bem. Agora passar a fazer parte do cardápio diário, já é outra coisa.


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